Pulmão do idoso ‘Filé-mignon do coronavírus e das bactérias’

Pulmão do idoso ‘Filé-mignon do coronavírus e das bactérias’

Mesmo no isolamento social, estamos compartilhando com muitos seres vivos microscópios e não ficamos doentes, porque o nosso corpo tem suas defesas. A literatura científica mostra que a primeira defesa física é feita pela pele, mucosas e suas secreções como saliva e lágrimas. Quando a pele e as mucosas não conseguem deter o avanço dos germes, entra em ação o sistema imunológico constituído pelos glóbulos brancos, anticorpos e o sistema retículo-endotelial. Este sistema é formado por um conjunto de células grandes, encontrados em todo o organismo. Elas não circulam e são encontrados na medula óssea, fígado, pulmões, baço e nódulos linfáticos e outros órgãos. São células grandes que recebem o nome de histiócitos ou macrófagos, com alto poder de fazerem a fagocitose (comer, engolir) partículas estranhas que entrarem no organismo. São capazes de produzirem substâncias que vão destruir ou neutralizar corpos estranhos que entrarem no organismo. Estas células podem ser comparadas como uma “tropa de soldados de elite”. São células migradoras de alta belicosidade que devoram bactérias e digerem venenos. Como estão livres, podem se mobilizar em qualquer emergência. Nos processos inflamatórios aumentam a sua proliferação. Na velhice esta “tropa de elite” começa a operar com deficiência, e diminuir o seu poder de defesa no organismo. Antes do fim do idoso, uma broncopneumonia pode ser a causa comum de morte dos velhos, porque o sistema retículo- endotelial opera deficientemente.

Redação Página 1

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