Agronomia da UEPG está entre os melhores do país, com nota máxima no Enade

Agronomia da UEPG está entre os melhores do país, com nota máxima no Enade

Da assessoria

Professores e alunos do curso de Agronomia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) comemoram a nota máxima alcançada no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), pela sexta vez consecutiva. A prova avalia o conhecimento dos acadêmicos que estão no último ano dos cursos de graduação. O conceito do Enade é apresentado em cinco categorias (de 1 a 5), sendo 1 o resultado mais baixo e 5 a melhor nota na área.

Paulo Ferreira Carrilho, coordenador do curso, conta que a Agronomia da UEPG atingiu nota 5 em todos os exames já realizados. “Isso demonstra a qualidade e regularidade da graduação, mesmo com todos os desafios econômicos, sociais e políticos vividos nas últimas décadas”, destaca. O curso, que já formou mais de 1,5 mil profissionais, começou em 1983 e foi reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) em 1988. Pedagogicamente, conta com diferenciais tanto no campo teórico quanto prático. O colegiado do curso de Agronomia acredita que a interface entre academia e produção são as premissas básicas, onde as disciplinas de trabalho de conclusão de curso e estágio supervisionado são tratadas com muita seriedade e carinho.

De acordo com o acadêmico José Luiz Berger Camargo Junior, ser nota máxima no Enade pela sexta vez seguida prova que o curso de Agronomia da UEPG está entre os melhores do país. “Acredito que isso é fruto de uma seleção muito rigorosa já no vestibular, da alta competência e experiência dos professores, da estrutura de qualidade que temos, da integração entre as séries – entre os diferentes alunos do curso, além da maior Fazenda Escola do Paraná [Fescon]”. O estudante ressalta mais um ponto relevante para o resultado: a proximidade da turma. “O companheirismo e as amizades que aqui se desenvolvem são muito importantes para a troca de conhecimentos já nos primeiros dias de aula. No curso ninguém fica para trás, é sempre um ajudando e ensinando o outro. Todos esses fatores são importantes para o ensino”, completa.

Para o acadêmico Igor Travensoli, o curso de Agronomia na UEPG sempre foi um curso de qualidade. “Desde o momento da entrada na graduação, há uma grande interação entre as séries, possibilitando a troca de conhecimentos e aprendizados. Outro fator que contribui para o êxito do curso são os professores, que possuem ampla experiência na área em que atuam. Na maioria, são efetivos da instituição, possuindo maior disponibilidade para atender os alunos. Além disso, a UEPG conta a Fazenda Escola, na qual professores e alunos conseguem aliar o conhecimento teórico ao prático”.

Ambos os alunos falam sobre o impacto da pandemia de Covid-19 no aprendizado. “Com o início da pandemia surgiu uma grande incógnita de como ficaria a qualidade do ensino, porém alunos e professores se dedicam diariamente para que o aprendizado seja o maior possível dentro das limitações”, afirma José Camargo. “A pandemia trouxe tempos difíceis, onde é necessário se reinventar. Alguns possuem dificuldade de acesso”. Na sua avaliação, o ambiente de estudos traz novos desafios. “Apesar das dificuldades, os professores têm conseguido transmitir o conhecimento através das aulas remotas, procurando sempre obter interação com os acadêmicos”, completa Igor Travensoli.

Teoria e prática

Com o objetivo de responder aos desafios do agronegócio, o curso oferece na grade curricular disciplinas como: Integração Lavoura-Pecuária; Cultivo Protegido; Patologia de Sementes; Agroenergia; Gestão do Agronegócio; Manejo de Culturas Industrializáveis; Teoria e Prática de Agricultura Orgânica; Tecnologia de pós-colheita; entre outras. Atualmente, a UEPG conta com programas de pós-graduação em Agronomia em nível de mestrado e doutorado, e especializações em Bioenergia e em Computação Aplicada.

“O curso favorece a integração dos mestrandos e doutorandos com os acadêmicos da graduação, permitindo aumentar a qualificação técnica-científica dos nossos estudantes”, diz Paulo. Segundo o coordenador, devido à estreita relação entre o curso e as empresas vinculadas ao agronegócio, tanto nacionais como multinacionais, os acadêmicos têm a oportunidade de desenvolver suas atividades de estágio nas mais diferentes regiões agrícolas e também internacionalmente, através de convênios com universidades e empresas de outros países, através do Escritório de Assuntos Internacionais da UEPG.

O curso conta ainda com o espaço da Fazenda Escola Capão da Onça (Fescon/UEPG), onde a maioria das atividades práticas e disciplinas profissionalizantes são realizadas. O local também serve como suporte ao desenvolvimento de projetos de pesquisa dos professores e acadêmicos. A coordenadora de agricultura da Fescon, Daiane Garabeli, relata que a Fazenda Escola é uma das unidades de ensino pioneiras no plantio direto. “Usamos esta técnica aqui há mais de vinte anos. Todos que vem estudar e trabalhar na Fescon saem com conhecimento adquirido sobre o plantio direto”, aponta. Garabeli também destaca o valor do ofício de engenheiro agrônomo. “Nossa missão é alimentar o mundo. Vejo que nossa profissão hoje desenvolve, além de uma integração qualificada com a natureza, uma relação multidisciplinar com outras áreas e com os avanços tecnológicos. O agrônomo tem enorme responsabilidade e precisa cada vez mais procurar saber sobre outras áreas para ampliar as suas habilidades”, frisa.

O curso de Agronomia da UEPG está diretamente vinculado a dois departamentos: Ciência do Solo e Engenharia Agrícola; Fitotecnia e Fitossanidade; São 30 professores com formação e função principal de atender ao curso de Agronomia. Além disso, o curso conta com a assistência didático-pedagógica de mais nove departamentos da UEPG, totalizando 52 professores entre efetivos e colaboradores.

Departamento de Fitotecnia e Fitossanidade

O Departamento de Fitotecnia e Fitossanidade, atualmente, conta com 16 docentes que atuam no ensino, pesquisa e extensão. “Os docentes desenvolvem pesquisas na área de fitotecnia, com ênfase em adaptação agronômica de cereais; conservação e prospecção de genes de interesse em milho; fisiologia do crescimento e desenvolvimento de plantas; manejo de pomar; biotecnologia e cultura de tecidos; manejo de grandes culturas; fisiologia e manejo de hortaliças; produção de mudas; propagação de espécies florestais e ornamentais; e produção e beneficiamento de sementes”, informa a chefe do departamento Amanda Regina Godoy Baptistão.

De acordo com Amanda, as pesquisas na área de fitopalogia são realizadas com estratégias de manejo e redução de doenças em plantas com controle biológico, químico e cultural em culturas agrícolas; epidemiologia; manejo integrado de pragas; resistência de plantas a insetos; e controle biológico de pragas.

Departamento de Ciência do Solo e Engenharia Agrícola

O departamento de Ciência do Solo e Engenharia Agrícola (Desolo) possui 14 professores, entre efetivos e colaboradores. “Todos são capacitados e responsáveis por disciplinas teóricas e práticas, na área de solos, recursos naturais, bem como engenharia aplicada ao meio agrícola”, destaca o chefe do departamento, o professor Pedro Henrique Weirich Neto. “Além de cumprir com louvor a grade obrigatória do Ministério da Educação, vide conceito no Enade, estes professores em conjunto com os acadêmicos realizam inúmeros projetos de pesquisa, extensão e de ensino”, afirma Pedro.

O Desolo captou junto a órgãos de financiamento estatais e privados, nacionais e internacionais, mais de R$ 5 milhões nos últimos anos. “Os recursos foram destinados às bolsas de auxílio para acadêmicos, técnicos, equipamentos para laboratórios, carros próprios, entre outros recursos exclusivos que apoiam o curso de Agronomia da UEPG”, explica Pedro.

Segundo o chefe de departamento, os docentes realizam inúmeros projetos na área da pesquisa. “Na esfera estadual, com recursos internacionais, realizamos estudos na geração de índices para a conservação de solo, cuja importância para futuro próximo é imensurável. Junto a empresas privadas, a Agronomia desenvolve, aprimora e experimenta fertilizantes. O curso também é reconhecido internacionalmente em estudos de correção da acidez do solo. Temos ainda a linha de pesquisa no estudo de biomassas, processos de transformação e uso de biocombustíveis; pesquisas em agrometeorologia, relação água-solo, máquinas e mecanização agrícola, entre outros temas”, complementa o professor.

O Desolo também desenvolve projetos de extensão em mais de vinte municípios da região, com ações voltadas para o desenvolvimento rural sustentável junto a agricultores camponeses. “Estas tem como objetivo a conservação do solo e água, sistema agroecológico de produção agrícola, resgate de sementes e raças crioulas, agroindústrias, métodos diferenciados de comercialização e envolvimento de jovens e mulheres nos processos”, explica o chefe do departamento. Um exemplo é o projeto de auxílio à certificação de produtos orgânicos junto a produtores camponeses regionais, existente há mais de dez anos, que já certificou mais de 600 produtores e é financiado pelo estado do Paraná.

O departamento tem ainda ações de afirmação regional e internacional, com atividades de ensino em municípios da região. “Temos projetos que levam conceitos de desenvolvimento rural sustentável para escolas rurais, com atividades teóricas e práticas, de tecnologias prontamente aplicáveis. Além disso, temos um projeto internacional, que discute e auxilia professores e acadêmicos quanto ao currículo, ementas e conteúdos do curso de Agronomia no Haiti”, relata Pedro. “É interessante ressaltar que em todas as atividades citadas, muitas extracurriculares, o envolvimento dos acadêmicos é premissa básica, e em grande parte das vezes com auxílio econômico captado pelos professores, o que com certeza é um diferencial e ajuda a explicar o patamar alcançado pelo curso de Agronomia da UEPG”, destaca o chefe do departamento.

Foto / Divulgação
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Redação Página 1

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