Verticalização avança nos Campos Gerais e muda o skyline de cidades como Castro, Telêmaco Borba e Carambeí

Crescimento industrial e novos empreendimentos impulsionam construção de edifícios mais altos na região; tendência já transforma o perfil urbano dos municípios.

Emerson Teixeira

Castro – A região dos Campos Gerais, no Paraná, vive um período de transformação urbana marcado pelo avanço da verticalização. Impulsionadas pelo crescimento industrial e pela consolidação de Ponta Grossa como polo regional, cidades como Castro, Carambeí e Telêmaco Borba também começam a alterar seus horizontes com a construção de edifícios mais altos e empreendimentos de alto padrão.

O movimento é liderado por Ponta Grossa, onde projetos já ultrapassam os 150 metros de altura, consolidando a cidade como referência em verticalização no interior do Paraná. Entre os destaques está o Vogue Square Garden, da construtora LCS, que já alcançou o 42º andar e deve atingir cerca de 170 metros de altura, sendo apontado como o maior edifício do estado.

Outros projetos relevantes incluem a Superquadra Central, projeto que ainda será lançado pela Philus, com previsão de 57 andares e uso misto, além dos edifícios Ampezzo e Neos, da Miquelão, que reforçam o ritmo acelerado da construção civil na cidade.

Região

Fora de Ponta Grossa, o maior edifício em construção na região é o Spazio Di Pupo, que será erguido em Telêmaco Borba. O empreendimento contará com 20 pavimentos e 64 apartamentos, com metragens entre 137m² e 178m². Localizado na região do Alto das Oliveiras, o residencial terá estrutura completa, incluindo piscina, academia e playground, com previsão de entrega em dezembro de 2026.

Em Castro, conhecida como a “Cidade Mãe do Paraná” e marcada por forte preservação histórica, a verticalização ocorre de forma mais lenta e controlada. Os edifícios na área central variam entre 10 e 15 andares, respeitando limitações impostas pelo patrimônio histórico.

Residencial Park View está em construção na Avenida Vicente Fiorillo, em Castro

 

Atualmente, o prédio que será o mais alto do município está em construção, o Residencial Park View, com 19 pavimentos, localizado no bairro Castroville. O empreendimento é comercializado como a “torre mais alta da cidade” e simboliza uma nova fase no urbanismo local, especialmente nas áreas de expansão urbana.

O processo de verticalização em Castro é considerado tardio em comparação com cidades vizinhas, principalmente devido às restrições de preservação histórica. Marcos como a Igreja Matriz de Sant’Ana e o Museu do Tropeiro influenciam diretamente as regras de construção, limitando a altura de novos empreendimentos no centro.

Um dos primeiros marcos dessa transformação foi o Edifício Dona Luiza Prestes, inaugurado em 1992, com 12 pavimentos. Localizado na Rua General Osório, o prédio representou, à época, a transição de uma arquitetura predominantemente horizontal para um modelo mais moderno e verticalizado.

Carambeí

Edifício Lennard tem início da construção prevista para este ano

 

Já em Carambeí, a verticalização também começa a ganhar espaço. O Edifício Vincent Van Gogh, no Centro Cívico, foi o primeiro a ultrapassar os 10 andares na cidade, oferecendo apartamentos amplos e estrutura completa em 15 pavimentos.

Outro projeto que promete impactar o cenário urbano é o Edifício Lennard, da Base Forte Construtora, com lançamento realizado em agosto de 2025 e início das obras previsto para 2026. Localizado na Avenida do Ouro, o empreendimento terá apartamentos de 2 e 3 quartos, além de salas comerciais, com foco em modernidade e funcionalidade distribuídos em 15 pavimentos.

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