Indicação Geográfica (IG) das tortas reforça imagem de Carambeí como destino gastronômico
Reconhecimento técnico valoriza tradição gastronômica do município e não se confunde com o título de Capital Estadual das Tortas
Por Hurlan Jesus
Carambeí – A conquista da Indicação Geográfica (IG) das tortas de Carambeí representa um avanço importante para o município, reforçando uma tradição gastronômica que já faz parte da identidade local e ampliando sua projeção como destino turístico no Paraná e no Brasil.
O reconhecimento é concedido por uma autarquia federal responsável por registrar e proteger produtos ligados à sua origem. No caso das tortas de Carambeí, a certificação atesta que o produto possui características únicas, associadas ao modo de fazer, à história e à tradição cultural da cidade, garantindo que apenas as tortas produzidas no município, dentro de critérios específicos, possam utilizar o selo.
Para a prefeita Elisangela Pedroso, a Indicação Geográfica consolida um trabalho coletivo construído ao longo dos anos pelas casas de torta do município. “Essa indicação geográfica é fruto da união e do esforço dos produtores. Ela consolida uma história que Carambeí já construiu e reforça uma fama que a cidade já tem em nível de Brasil, e por que não dizer, também internacional”, afirma.
Segundo a prefeita, o reconhecimento contribui diretamente para o fortalecimento do turismo local. “Hoje, além do título de Capital Estadual das Tortas, Carambeí passa a ter o reconhecimento de uma autarquia federal que registra e protege essa identificação geográfica. Isso reforça ainda mais o nosso potencial turístico”, destaca. Ela também ressalta que a prefeitura tem investido em planejamento urbano, sinalização turística, capacitação profissional na área da gastronomia e na estruturação de uma pasta exclusiva voltada ao turismo.
Na visão de quem produz, os impactos da certificação já são sentidos na prática. Para Diego Wolf, proprietário das Tortas Wolf, a Indicação Geográfica coloca Carambeí em um novo patamar no cenário gastronômico. “Na prática, o selo valoriza o produto, fortalece a confiança do consumidor e impulsiona o fluxo turístico. O cliente não vem apenas comer uma torta, ele busca um produto com reconhecimento oficial de origem e qualidade”, afirma.
De acordo com o produtor, a IG também atua como um instrumento de preservação cultural. O cumprimento de um caderno de especificações garante que a receita e o modo de preparo sejam mantidos, protegendo a tradição local e evitando que as características que tornaram as tortas de Carambeí reconhecidas se percam com o tempo. Além disso, o selo amplia a visibilidade do município e desperta o interesse de visitantes de outras regiões.
Indicação Geográfica (IG) não se confunde com o título de Capital Estadual das Tortas
Apesar da repercussão positiva, produtores e poder público destacam que a Indicação Geográfica (IG) não deve ser confundida com o título de Capital Estadual das Tortas. O título estadual possui caráter simbólico e cultural, reconhecendo a vocação turística do município. Já a Indicação Geográfica é uma certificação técnica e jurídica, concedida após o cumprimento de critérios rigorosos, que comprova oficialmente a origem, a qualidade e a singularidade do produto.
“Enquanto o título reconhece Carambeí como a cidade das tortas, a Indicação Geográfica comprova que essa torta é única por causa da nossa tradição, do modo de fazer e das características locais”, resume Diego Wolf.
