Casa abandonada acumulava 1,2 tonelada de lixo e ameaçava saúde pública em Carambeí

Ação emergencial da prefeitura foi motivada por risco à saúde pública, com presença de ratos, escorpiões e focos de dengue

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Emerson Teixeira*

Carambeí – Uma força-tarefa envolvendo as secretarias municipais de Meio Ambiente, Obras e a equipe de Vigilância Ambiental resultou na retirada de mais de 20 toneladas de resíduos em nove quarteirões do Jardim Eldorado, na última semana. O ponto mais crítico da operação foi o interior de uma residência, de onde foram removidos 1.240 quilos de lixo, entre roupas e diversos materiais acumulados ao longo de anos.

A ação foi desencadeada após reclamações recorrentes de moradores, que relataram aumento significativo de vetores como ratos, baratas, escorpiões e o mosquito da dengue. Segundo o coordenador geral de Combate à Dengue, da secretaria municipal de Saúde, Guilherme Kiel, o cenário representava um risco iminente à saúde coletiva. “A ação de limpeza da residência se deu devido às reclamações dos moradores aqui da região, que relataram para nós o aumento da presença de vetores como ratos, baratas e o próprio mosquito da dengue, que foi o início da ação com seis focos positivos aqui na região”, afirmou.

De acordo com Kiel, ao entrar no imóvel, a equipe se deparou com uma situação extrema. “Ao chegar, foi observada uma quantia enorme de lixo dentro. Embora não seja dever da prefeitura essa limpeza no interior da residência, mediante o risco à saúde pública encontrada, a ação foi necessária”, explicou.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Paulo Valenga, detalhou que o imóvel estava abandonado há mais de dois anos e se tornou foco de problemas sociais e sanitários. “Essa casa faz mais de dois anos que estava abandonada. Infelizmente, a pessoa se envolveu com drogas e o local virou um antro de uso, inclusive já colocaram fogo na casa. Com o tempo, foi acumulando aquele monte de lixo”, relatou. Segundo ele, todo o material retirado foi destinado corretamente. “Foram retirados 1.240 quilos de lixo e enviados para o CTR [Centro de Tratamento de Resíduos]”, destacou.

Valenga também explicou que a entrada no imóvel só ocorreu após autorização formal da proprietária. “Nós tivemos que ir atrás da proprietária, que hoje mora em uma quitinete, e pegar autorização dela, porque não podemos simplesmente entrar, isso seria invasão”, disse. A decisão, segundo o secretário, foi tomada diante da gravidade da situação. “Os moradores dos apartamentos de cima, do lado e da frente não tinham mais condições de viver ali, com ratos, baratas, escorpiões e ainda o risco da dengue. Estava impossível”, completou.

Após a limpeza, o imóvel foi interditado. “A casa foi fechada. Já não existe mais luz, nem água. Agora o jurídico vai encaminhar a situação para a Caixa, porque o prédio é da Caixa Econômica”, informou o secretário.

A prefeitura reforça que a limpeza de imóveis particulares não é atribuição do poder público, mas que a medida foi adotada em caráter excepcional, diante do risco sanitário e da pressão dos moradores.

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