Seminário São José celebra novos passos vocacionais

Ritos marcam etapas da formação sacerdotal no centenário da Diocese de Ponta Grossa

Da Assessoria

Ponta Grossa – Diante do altar, o Cristo que parte o pão permanece no centro. Ao redor, o silêncio da capela do Seminário Maior São José não é vazio, é escuta. É nesse espaço, onde a luz atravessa os vitrais e desenha o tempo da oração, que padres, seminaristas do propedêutico e da etapa do discipulado e da configuração, e familiares se reuniram, no sábado, 21 de março, para celebrar mais um passo no caminho vocacional da Diocese de Ponta Grossa, em pleno ano do seu centenário.

Durante a Santa Missa, foram vividos dois momentos significativos dentro do itinerário formativo: a instituição do Ministério de Leitor ao seminarista Luiz Felipe Padilha Almeida e a admissão às ordens sacras dos seminaristas Alleziandro José de Paulo e Bruno Pereira da Cunha.
Para Luiz Felipe, que está no quarto ano da etapa da Configuração, o leitorato representa um aprofundamento na relação com a Palavra de Deus. “É uma intimidade mais profunda com a Palavra, que toca o coração e vai nos transformando, nos configurando cada vez mais a Cristo Bom Pastor”, partilha. Segundo ele, o ministério é, прежде de tudo, serviço: “estar a serviço da Palavra, da escuta e também da partilha com o povo de Deus, permitindo que essa Palavra continue transformando vidas”.
A admissão às ordens sacras marca um momento decisivo na caminhada vocacional, quando a Igreja acolhe oficialmente o propósito dos seminaristas de seguir rumo ao sacerdócio. Para Bruno Pereira da Cunha, esse passo reforça a centralidade da escuta na formação. “O sacerdote é reconhecido pela sua voz. E nós, neste processo formativo, estamos aprendendo a escutar a voz do Mestre, para que, no futuro, sejamos portadores dessa voz”, afirma.
Também admitido às ordens sacras, Alleziandro José de Paulo destacou a importância daqueles que acompanham sua vocação ao longo do caminho. “É uma alegria perceber esse apoio que vem da família e da comunidade. Isso fortalece o coração e nos ajuda a seguir com mais confiança nesse chamado”, partilha.
O reitor do Seminário, padre Hélio Guimarães, recorda que esses ritos tornam mais concreto um chamado que nasce, muitas vezes, ainda na infância. “Aquele desejo que brotou no coração vai sendo confirmado e amadurecido. A Igreja acolhe esse ‘sim’ e os seminaristas dão mais um passo na preparação para o sacerdócio”, explica. Ele também ressalta que tanto a admissão quanto o leitorato aproximam os jovens do coração de Cristo e da missão de anunciar o Evangelho.
Na homilia, o bispo diocesano, Dom Bruno Elizeu Versari, refletiu sobre o caminho formativo como um verdadeiro itinerário de configuração a Cristo. “É um tempo necessário, que molda o coração ao coração de Jesus, o Bom Pastor”, destacou. Sobre o ministério de leitor, recordou que a Palavra proclamada não pertence a quem a anuncia: “é a Palavra de Deus, que deve ser meditada, acolhida e depois partilhada, tornando-se viva na vida do povo”.
Dom Bruno também destacou que a formação sacerdotal é permanente e exige não apenas estudo, mas a capacidade de tornar atual a Palavra de Deus, iluminando a vida das pessoas e orientando o caminho de fé.
No ano em que a Diocese de Ponta Grossa celebra seu centenário, cada etapa vivida pelos seminaristas torna visível uma Igreja que continua a gerar vocações, sustentada pela escuta, pela Palavra e pelo desejo de servir.

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