Hidrelétrica em Tibagi impulsiona desenvolvimento econômico e atrai novos investimentos
Empreendimento prevê geração de empregos, aumento de arrecadação e ampliação da infraestrutura energética do município
Da Assessoria
Tibagi – A construção da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Fortaleza, da empresa Fortaleza Energia, representa um dos maiores investimentos privados em andamento no município de Tibagi e marca um novo momento para o desenvolvimento econômico e energético da cidade.
Na última semana, o secretário de Obras, Márcio Bonasso, a secretária de Meio Ambiente, Leri Ribeiro, e a chefe de Gabinete, Cristhiane Leonardi, estiveram no local da obra, acompanhados dos engenheiros responsáveis pelo empreendimento, para conhecer de perto o andamento dos trabalhos.
A PCH Fortaleza está sendo construída no Rio Iapó, em um trecho próximo ao encontrocom o Rio Fortaleza, região que favorece o volume de água e, consequentemente, a geração de energia. O local foi definido a partir de inventários do potencial hidrelétrico do rio, elaborados dentro dos estudos do setor elétrico, sendo um dos pontos indicados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
As obras tiveram início em dezembro e a previsão é de que a usina comece a operar já em janeiro de 2027. A Casa de Força terá a altura, cotando com a construção no subsolo, correspondente a um prédio de 11 andares.
Durante a fase de construção, estão sendo utilizados explosivos para a escavação das rochas, em média uma detonação por semana. Todo o material explosivo é transportado da Região Metropolitana de Curitiba, com escolta armada e, após o uso, o que sobra retorna à empresa responsável, não permanecendo armazenado no município.
A implantação da PCH Fortaleza já gera impacto positivo na economia local. Atualmente, 15 trabalhadores de Tibagi já foram contratados, com prioridade para mão de obra do próprio município. Além dos empregos diretos, a obra também movimenta a economia de forma indireta, beneficiando o comércio local, especialmente lojas de materiais de construção, hotéis e estabelecimentos de alimentação.
No pico das obras, principalmente durante a fase final das estruturas civis e no início da montagem elétrica e mecânica, a expectativa é de que cerca de 100 colaboradores atuem simultaneamente no canteiro. Também vai ser instalada uma central própria de concreto para atender à demanda da construção.
A usina possui capacidade máxima de geração de até 15 megawatts (MW). No entanto, a produção média prevista é de aproximadamente 8,25 megawatts, o que corresponde, em termos residenciais, ao abastecimento na produção máxima de cerca de 45 mil pessoas. Para efeito de comparação, cada 1 megawatt é capaz de atender, em média, 3 mil pessoas.
A energia gerada pela PCH Fortaleza não é destinada exclusivamente ao consumo local. A produção é integrada ao Sistema Elétrico Nacional (SIN)e disponibilizada no ambiente de comercialização por meio da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
Mesmo assim, a presença de um empreendimento desse porte em Tibagi fortalece a infraestrutura energética da região e torna o município mais atrativo para novos investimentos.
A geração de energia é um dos principais fatores considerados por empresas na escolha de onde se instalar. A existência de produção próxima e de um sistema estruturado favorece a atração de indústrias e novos negócios, ampliando o potencial de Tibagi se consolidar, nos próximos anos, como um polo regional de desenvolvimento.
Outros benefícios diretos para o município são: o retorno de arrecadação do ISS (Imposto Sobre Serviços), gerado a partir da execução da obra, e o aumento futuro no FPM – Fundo de Participação do Municípios, como a energia gerada é considerada produto industrializado, a partir da entrada em operação comercial haverá um incremento no VA- Valor Adicionado do município ocasionando o aumento futuro da fatia do ICMS estadual, o qual o município tem direito .
Na área ambiental, o empreendimento prevê um alagamento médio de aproximadamente 80 hectares. Como parte das condicionantes ambientais, também será realizada a recuperação de áreas de preservação permanente, em uma faixa de 53 metros.
A visita técnica realizada pela equipe da Prefeitura reforça o acompanhamento institucional da obra e o compromisso do município com o desenvolvimento responsável, conciliando crescimento econômico, geração de empregos e cuidado com o meio ambiente.
