Lideranças destacam novo ciclo no agro regional com incorporação da Coopagrícola pela Capal

Da Redação*

Arapoti – A incorporação da Coopagrícola pela Capal Cooperativa Agroindustrial marca um momento histórico para o cooperativismo regional e projeta um novo ciclo de desenvolvimento para os Campos Gerais. A avaliação foi destacada por lideranças do setor durante a Assembleia Geral Extraordinária Conjunta, realizada no último sábado (28), que oficializou a transição entre as cooperativas.

Durante o encontro, o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, ressaltou que a incorporação representa um movimento positivo para o cooperativismo, garantindo a continuidade das atividades e a preservação dos direitos dos associados.

“Esse ato de incorporação é muito importante. Ele não prejudica o cooperativismo, muito pelo contrário: preserva os direitos de todos os cooperados”, afirmou.

Segundo Ricken, processos desse tipo fortalecem o sistema cooperativista e garantem maior solidez às instituições. “A ideia é que não seja necessário dissolver uma cooperativa e, sim, realizar uma incorporação”, explicou.

Ao comentar a trajetória da Coopagrícola, o dirigente também destacou a importância histórica da instituição para o desenvolvimento regional. “A Coopagrícola tem uma história muito importante e a Capal ganha mais valor com essa incorporação”, acrescentou.

Legado no desenvolvimento do agro

A contribuição da Coopagrícola para o desenvolvimento do agronegócio nos Campos Gerais também foi destacada pelo produtor rural e ex-presidente da cooperativa, João Marcos Bach.

Segundo ele, ao longo de quase 64 anos de história, a cooperativa teve papel relevante em diversas iniciativas que marcaram o avanço da agricultura regional.

Entre as contribuições citadas está o incentivo à criação do curso de Agronomia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), cuja implantação contou com a participação ativa da cooperativa junto ao Governo do Estado.

Outro marco foi a atuação pioneira na disseminação do plantio direto, tecnologia que revolucionou a produção agrícola no Brasil. O trabalho contou com a liderança do diretor Nono Pereira e do técnico Nadir Razini, reconhecidos como precursores da inovação no país.

Além disso, a Coopagrícola também participou da criação de importantes instituições do cooperativismo e do agronegócio regional, como a Associação Paranaense dos Produtores de Sementes e Mudas (Apasem) e a Credicoopagrícola, atual Sicredi Campos Gerais. A cooperativa ainda esteve envolvida na fundação da Coonagro e da Maltaria dos Campos Gerais.

Investimentos em educação e formação

Outro destaque da trajetória da Coopagrícola foi o investimento na formação de pessoas e no fortalecimento das comunidades onde atuou. Em parceria com o Sescoop, a cooperativa apoiou programas de capacitação que possibilitaram a realização de cursos técnicos, graduações, pós-graduações e MBAs, beneficiando colaboradores, cooperados e familiares.

A instituição também manteve forte presença em eventos do setor, como feiras técnicas e dias de campo, promovendo a troca de conhecimento e a disseminação de informações técnicas entre produtores.

Por meio do programa Cooperjovem, milhares de estudantes também tiveram acesso aos valores e princípios do cooperativismo, ampliando o alcance educacional das ações da cooperativa.

Novo ciclo para o cooperativismo regional

Para João Marcos Bach, a incorporação representa mais do que um processo administrativo, simbolizando um novo capítulo para o cooperativismo na região.

“Esse momento ultrapassa todos os protocolos e entra para a história. É mais do que um rito administrativo, é uma transição que representa a coragem da atual diretoria”, destacou.

Segundo ele, a decisão foi construída com responsabilidade e visão estratégica, diante de um cenário cada vez mais desafiador para o agronegócio.

“O cenário atual exige escala, eficiência, tecnologia e solidez financeira. A incorporação da Coopagrícola pela Capal é o caminho mais seguro e estratégico para fortalecer nossas atividades e ampliar oportunidades para todos”, afirmou.

Com a integração, os cooperados passam a fazer parte de uma estrutura considerada sólida e preparada para os desafios do futuro, com processos modernizados e ampliação de serviços.

Apesar da mudança institucional, lideranças destacaram que a marca Coopagrícola permanece viva na história e na memória da comunidade, como símbolo de perseverança, união e compromisso com o produtor rural.

“A incorporação não representa um fim, mas sim um novo começo. Somamos forças para ir mais longe, com segurança, qualidade e respeito às pessoas”, concluiu Bach.

*Com Assessoria

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