Marcio Pauliki critica intolerância política e pede união após eleições
CEO do Grupo MM afirmou que empresários e consumidores devem evitar boicotes, demissões motivadas por posicionamento político e suspensão de ações de ajuda social.
Emerson Teixeira
Ponta Grossa – O CEO do Grupo MM, Marcio Pauliki, publicou uma manifestação nas redes sociais em que demonstrou preocupação com o aumento de discursos de intolerância política após as eleições. Em uma mensagem dirigida a uma equipe de gerentes dos Campos Gerais, Pauliki afirmou que o ambiente político dos últimos dias gera insegurança para empreendedores e consumidores e defendeu que as divergências não sejam levadas para as relações de trabalho e de consumo.
Ao comentar o cenário político, Pauliki classificou o momento como uma espécie de “terceiro turno” e citou a presença do Senador Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos e as manifestações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na avaliação do empresário, a disputa política posterior às eleições pode aumentar a insegurança entre consumidores e empreendedores.
Um dos pontos abordados por Pauliki foi a circulação de listas e manifestações de pessoas que estariam anunciando a suspensão de doações de cestas básicas ou de outras formas de auxílio à comunidade por causa do resultado eleitoral. Ele criticou esse tipo de reação e defendeu a continuidade da ajuda às pessoas em situação de necessidade.
O empresário também comentou relatos sobre possíveis demissões de trabalhadores motivadas por posicionamento político. Sem citar casos específicos, Pauliki defendeu que a avaliação de um funcionário seja baseada em critérios profissionais.
“Um colaborador tem que ser visto pela sua competência, pelo seu resultado, pelo carinho que ele atende os seus clientes e não pela sua cor partidária”, declarou.
Outro ponto criticado foi a elaboração de listas de empresários identificados como apoiadores da esquerda ou do Partido dos Trabalhadores, acompanhadas de pedidos de boicote aos respectivos estabelecimentos. Pauliki comparou esse tipo de prática a episódios históricos de perseguição econômica contra judeus durante o nazismo.
“Sabe a última vez que aconteceu isso, gente? Foi lá no nazismo, quando os alemães colocaram marcas nas lojas de judeus dizendo ‘Não compre aqui, boicote isso aqui’”, afirmou.
Na mesma manifestação, Pauliki também mencionou preocupações relacionadas ao cenário econômico e afirmou que, diante das dificuldades, o momento deveria ser de união. Ele ainda anunciou que as redes sociais pessoais e do Grupo MM seriam utilizadas para divulgar empresas, ofertas e promoções enviadas pelos empreendedores.
Segundo Pauliki, os canais somariam mais de 1 milhão de pessoas e seriam disponibilizados para ampliar a divulgação das empresas. Ao encerrar a mensagem, resumiu sua posição com um apelo à união: “Esse é o momento de união, e se houver divisão, que seja de forças!”