Moro retoma agenda após vitória no Paraná e se reúne com aliados para campanha de Flávio Bolsonaro

Governador eleito inicia articulação para a transição no Estado e deve participar de mobilizações do candidato do PL no segundo turno presidencial

Da Redação

Curitiba – Dois dias depois de conquistar o Governo do Paraná ainda no primeiro turno, Sergio Moro retomou a agenda política e passou a dividir as atenções entre a preparação para a transição no Palácio Iguaçu e a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. O senador eleito governador pelo PL também reuniu aliados paranaenses antes de seguir para uma agenda estratégica com o candidato à Presidência.

Moro venceu a disputa estadual em 4 de outubro com pouco mais de 50% dos votos válidos, encerrando a eleição para o governo paranaense já na primeira etapa. Sandro Alex (PSD) ficou em segundo lugar, seguido por Requião Filho (PDT).

Na segunda-feira (5), Moro iniciou os primeiros contatos relacionados à mudança de comando no Estado. Ele conversou por telefone com o governador Ratinho Junior, que declarou disposição para colaborar com o processo de transição. A expectativa é de que as tratativas avancem nos próximos dias.

A agenda política, no entanto, não ficou restrita ao Paraná.

Reunião com Flávio Bolsonaro

Moro se reuniu com integrantes de seu grupo político antes de seguir para uma conversa com Flávio Bolsonaro, que disputa o segundo turno presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Participaram da articulação os senadores eleitos Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo), o primeiro suplente Luis Felipe Cunha e o marqueteiro Marcelo Cattani. O presidente estadual do Novo, Lucas Santos, também integra a comitiva.

O encontro deve definir como os paranaenses participarão da campanha presidencial nas semanas que antecedem a votação de 25 de outubro.

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. A diferença ficou abaixo de dois pontos percentuais.

Moro e Deltan Dallagnol devem assumir participação mais frequente na campanha nacional, especialmente em eventos relacionados aos temas de segurança pública e combate à corrupção, áreas associadas à trajetória política dos dois.

A movimentação ocorre em um cenário de reorganização dos grupos políticos de direita depois do primeiro turno. O Partido Novo, por exemplo, anunciou oficialmente nesta quarta-feira (7) apoio a Flávio Bolsonaro na segunda etapa da eleição presidencial.

Transição começa a dividir espaço com campanha

A participação de Moro na disputa presidencial ocorre antes mesmo de ele assumir formalmente o Governo do Paraná. O novo governador tomará posse em janeiro de 2027, enquanto o atual governo deverá conduzir o processo de transferência de informações e estrutura administrativa nos próximos meses.

A conversa com Ratinho Junior representa o primeiro movimento público nesse sentido após o resultado eleitoral. O atual governador apoiou Sandro Alex durante a disputa estadual, mas afirmou que pretende colaborar para uma transição responsável.

O resultado também encerra a trajetória de Moro no Senado. Ele havia sido eleito para a Casa em 2022 e agora deixará o mandato para assumir, pela primeira vez, o comando de um Executivo estadual.

Equipe de comunicação ganha projeção

A eleição também ampliou a exposição do marqueteiro Marcelo Cattani, responsável pela estratégia de comunicação da campanha de Moro ao Governo do Paraná.

Cattani também participou das campanhas de Rosângela Moro, eleita deputada federal, e dos senadores Filipe Barros e Deltan Dallagnol. O desempenho das candidaturas colocou o profissional no centro das discussões sobre a comunicação política utilizada pelo grupo paranaense durante as eleições de 2026.

Com a eleição estadual encerrada no primeiro turno e a disputa presidencial ainda em aberto, a estrutura política que levou Moro ao Palácio Iguaçu passa agora a atuar em duas frentes: preparar a futura administração do Paraná e participar da mobilização nacional que antecede o segundo turno.

A votação presidencial está marcada para 25 de outubro, quando os eleitores escolherão entre Flávio Bolsonaro e Lula.

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