Alerta Geada do Simepar termina nesta sexta-feira após 145 boletins emitidos em 2026
Serviço acompanhou as condições para formação de geadas no Paraná e enviou 30 alertas com potencial de danos à produção agropecuária
Da Redação
Curitiba – O monitoramento das condições favoráveis à formação de geadas no Paraná chega ao fim nesta sexta-feira (25). O Alerta Geada do Simepar encerra a 32ª edição após acompanhar o comportamento das temperaturas desde maio e fornecer informações para produtores se anteciparem a possíveis episódios de frio intenso.
Em 2026, foram publicados 145 boletins diários no site do Simepar, indicando se as condições atmosféricas apresentavam ou não possibilidade de formação de geada. Paralelamente, o IDR-PR encaminhou 30 alertas específicos quando havia previsão de ocorrência com potencial para provocar danos às atividades agropecuárias.
Os alertas enviados pelo IDR foram distribuídos ao longo do período: nove em maio, nove em junho, cinco em julho, três em agosto e quatro em setembro.
Serviço alcança diferentes atividades
Criado originalmente com foco na proteção de lavouras de café recém-plantadas, o sistema ampliou sua utilização ao longo dos anos. Hoje, as informações também são empregadas por setores como avicultura, suinocultura, horticultura e silvicultura.
Os reflexos das previsões, porém, não ficam restritos ao campo. O acompanhamento das condições climáticas também pode ser utilizado por atividades ligadas ao turismo, comércio, construção civil e mercado financeiro.
Nesta edição, uma das ferramentas disponibilizadas foi um mapa atualizado diariamente com previsão para as 72 horas seguintes. O recurso ficou disponível desde 4 de maio nos portais do Simepar e do IDR-PR, permitindo que produtores acompanhassem antecipadamente o risco de formação de geada.
Menos alertas que em 2025
O número de comunicados emitidos em 2026 ficou abaixo do registrado no ano passado.
Em 2025, o serviço contabilizou 137 boletins diários do Simepar e 39 alertas específicos enviados pelo IDR-PR. A diferença é atribuída, entre outros fatores, à menor duração do período de monitoramento neste ano e à ocorrência de temperaturas acima da média em algumas regiões, reduzindo as condições favoráveis para a formação do fenômeno.
A quantidade de boletins, por outro lado, não representa diretamente o número de episódios de geada. Os comunicados diários servem justamente para indicar se os elementos atmosféricos avaliados apontam ou não para possibilidade de ocorrência.
Como a geada se forma
A geada é mais comum durante os meses frios, especialmente no Sul do Brasil. Sua formação depende da combinação de fatores meteorológicos, como a presença de massa de ar polar, céu aberto e ventos fracos.
Nessas condições, a superfície terrestre perde calor rapidamente durante a noite. A temperatura próxima ao solo pode cair de maneira mais acentuada, favorecendo a transformação da umidade presente no ar em cristais de gelo sobre superfícies expostas.
Com a chegada da primavera e a elevação gradual das temperaturas que normalmente ocorre nessa época do ano, diminuem as condições necessárias para a formação de geadas.
Por esse motivo, o serviço será interrompido após o encerramento desta sexta-feira e deverá ser retomado em maio de 2027, antes do próximo inverno.