Limpeza de arroios é reforçada em Ponta Grossa antes de período de chuvas intensas

Limpeza de arroios é reforçada em Ponta Grossa antes de período de chuvas intensas

Da Redação*

Ponta Grossa – A proximidade de um período marcado pela possibilidade de chuvas fortes levou à intensificação da limpeza e desobstrução de arroios em diferentes regiões de Ponta Grossa. Nas duas últimas semanas, 16 pontos considerados prioritários passaram por intervenções para retirada de resíduos, manutenção da vegetação e melhoria das condições de escoamento da água.

A preocupação ganhou força após o registro de mais de 80 milímetros de chuva pelas estações meteorológicas da Defesa Civil do município somente na quinta-feira (10). Com a previsão de novos episódios de instabilidade, as equipes passaram a concentrar esforços nos locais que historicamente apresentam maior necessidade de manutenção.

Os serviços alcançaram áreas das bacias dos arroios de Olarias, Lajeado, Rio Ronda e Pilão de Pedra. Entre os pontos atendidos estão trechos das ruas Marcelino Dias, Maria Noel Silva, Leonel Berger, Expedicionário Adão Buss, David Tozetto, Rebita, Baltazar Lisboa, Arapoti, Suíça, Itambaracará e Raimundo Correia.

Também houve intervenções na nova Ligação da Avenida Anita Garibaldi e em trechos da Rua Guabijeiro, nas proximidades das ruas Orlando Estela e Leucena, além de outros pontos identificados pelas equipes responsáveis pelo monitoramento.

Foto: Henry Milléo/PMPG

O trabalho faz parte da rotina de manutenção dos cursos d’água e busca evitar que materiais acumulados prejudiquem a passagem da água quando os volumes de chuva aumentam. Em 2026, 82 ações de limpeza de arroios já foram contabilizadas em Ponta Grossa. Dessas, 62 tiveram origem em solicitações e processos registrados, enquanto outras 20 foram realizadas a partir da identificação de necessidades pelas próprias equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Resíduos chegam a toneladas

Um dos problemas encontrados durante as intervenções não está apenas relacionado à vegetação ou ao assoreamento. Sacos de lixo, móveis, restos de construção e outros materiais são encontrados com frequência dentro dos arroios ou nas margens.

Em determinados locais, a quantidade retirada em uma única limpeza chega ao equivalente a 800 sacos com cerca de 20 quilos cada. O volume representa aproximadamente 16 toneladas de resíduos removidos de um único ponto.

A secretária municipal de Meio Ambiente, Carla Kristki, afirma que a manutenção precisa ocorrer antes da chegada dos temporais, mas ressalta que o descarte irregular pode comprometer o resultado desse trabalho.

“Todo resíduo descartado irregularmente pode acabar em um arroio, obstruir a passagem da água e aumentar os problemas justamente nos momentos de chuva mais intensa”, declarou.

Materiais abandonados em terrenos, fundos de vale e vias públicas também podem ser levados pela água durante precipitações volumosas. Quando chegam aos cursos d’água, podem formar barreiras e dificultar o escoamento.

Por isso, a orientação aos moradores é não utilizar arroios, margens, terrenos ou espaços públicos como locais para descarte de lixo e entulho.

A programação de limpeza considera o histórico de ocorrências, as condições encontradas durante as vistorias e a previsão de períodos com maior volume de precipitação. A intenção é chegar aos episódios de chuva com os pontos mais suscetíveis previamente vistoriados e desobstruídos.

Carla Kristki reforça que a atuação preventiva ocorre durante todo o ano e ganha maior intensidade diante da possibilidade de temporais. O acompanhamento dos locais permite direcionar as equipes para áreas onde a obstrução dos cursos d’água pode representar maior risco.

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