Museu do Tropeiro reúne educadores em atividade sobre memória e cultura de Castro
Programação realizada no Dia Municipal do Tropeiro utilizou história local e culinária tropeira para aproximar o patrimônio das práticas em sala de aula
Da Redação*
Castro – A história do município ganhou espaço dentro e fora das salas de aula nesta quarta-feira (2), quando educadores participaram de uma programação especial no Museu do Tropeiro em referência ao Dia Municipal do Tropeiro. A atividade buscou apresentar maneiras de utilizar a memória, o patrimônio e os costumes ligados ao tropeirismo como instrumentos de aprendizagem para os estudantes.
A data foi criada pela Lei nº 4.293, de 4 de dezembro de 2025, e homenageia o nascimento de Felisbino Gonçalves Bueno, tropeiro castrense que realizou mais de 70 tropeadas pelas regiões Sul e Sudeste do país, transportando cargas e conduzindo tropas de mulas.
O encontro foi dividido em dois horários, com uma turma pela manhã e outra à tarde. A programação foi conduzida por Amelia Podolan Flugel, chefe do Departamento de Patrimônio Histórico, que também participou da organização e ministrou a palestra.

Mais do que uma exposição sobre acontecimentos do passado, a proposta foi discutir como esse conteúdo pode chegar às crianças de maneira mais próxima. Durante a atividade, foram apresentadas possibilidades para trabalhar o tropeirismo a partir de experiências que relacionem história, cultura e cotidiano.
A gastronomia também fez parte da programação. Os participantes foram recebidos com um café tropeiro, que incluiu a tradicional paçoca salgada, permitindo que os educadores tivessem contato com elementos que fazem parte dos costumes associados às antigas viagens e formas de vida dos tropeiros.
Para Adriana Bueno de Macedo, técnica pedagógica, a experiência mostrou caminhos diferentes para abordar o tema com os alunos.
“Foi uma atividade muito enriquecedora, trazendo um jeito mais lúdico e ideias inovadoras para trabalhar os conteúdos em sala de aula, fazendo com que as crianças conheçam ainda melhor a história do tropeirismo.”
A aproximação entre escola e patrimônio histórico é uma das possibilidades abertas pela atividade. Ao levar os educadores para dentro de um espaço dedicado à preservação da memória local, a programação também colocou em discussão formas de fazer com que fatos e personagens da história de Castro deixem de ser apenas conteúdo e passem a integrar experiências de aprendizagem.

O Museu do Tropeiro mantém, nesse contexto, um papel que vai além da preservação de objetos e registros históricos: funciona como espaço de contato com a trajetória cultural do município e como fonte de conhecimento que pode ser explorada pelas novas gerações.