PGR firma acordo de delação com ex-dono da Reag no caso Banco Master
João Carlos Mansur teria apresentado informações e provas sobre supostas irregularidades investigadas na Operação Compliance Zero
Da Redação*
Brasília – A Procuradoria-Geral da República (PGR) firmou um acordo de colaboração premiada com João Carlos Mansur, fundador e ex-presidente da Reag Investimentos, no âmbito das investigações relacionadas ao caso Banco Master.
Mansur é apontado como o primeiro colaborador a fechar um acordo com a PGR dentro da Operação Compliance Zero, investigação que apura suspeitas de fraudes envolvendo instituições financeiras e negócios relacionados ao banco.
A colaboração pode acrescentar novas informações ao inquérito, especialmente em relação à atuação de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Conforme fontes ligadas à PGR, Mansur teria apresentado documentos e outros elementos considerados relevantes para o avanço das apurações.
O conteúdo do acordo ainda deverá ser analisado pelas autoridades responsáveis pela investigação. A colaboração premiada, por si só, não representa comprovação das acusações feitas pelo colaborador: as informações fornecidas precisam ser confrontadas com outros elementos de prova.
Primeiro acordo no âmbito da operação
A entrada de Mansur no processo de colaboração marca um novo momento nas investigações da Operação Compliance Zero. Até então, não havia registro de outro acordo de delação firmado pela PGR diretamente relacionado ao caso.
João Carlos Mansur esteve à frente da Reag Investimentos, gestora que atua no mercado financeiro. A empresa e seus negócios passaram a integrar o conjunto de informações examinadas pelas autoridades durante as apurações envolvendo o Banco Master.
O caso ganhou dimensão nacional diante das suspeitas de irregularidades financeiras atribuídas a diferentes agentes e empresas. As investigações buscam esclarecer a estrutura das operações, identificar responsabilidades e dimensionar eventuais prejuízos.
A partir do acordo, os investigadores poderão utilizar as informações apresentadas por Mansur para confrontar documentos, operações financeiras e depoimentos já obtidos no decorrer da apuração.
Investigação continua
O acordo não encerra as investigações. Eventuais benefícios concedidos ao colaborador dependem do cumprimento das condições estabelecidas e da avaliação das autoridades competentes sobre a efetividade das informações fornecidas.
As apurações envolvendo o Banco Master e os demais investigados continuam, e novas medidas poderão ser adotadas à medida que os elementos reunidos sejam analisados.
*Com informações da CNN Brasil