Operação prende cinco suspeitos e revela que empresário morto em barbearia de PG foi confundido com alvo do crime
Investigação da Polícia Civil aponta que Hugo Gabriel Moll foi baleado por engano; verdadeiro alvo deixou o local poucos segundos antes do atentado.
Da Redação
Ponta Grossa – A Polícia Civil do Paraná prendeu, na manhã desta terça-feira (28), cinco pessoas suspeitas de envolvimento no atentado que matou o empresário Hugo Gabriel Moll e deixou o barbeiro João Victor Pereira gravemente ferido em Ponta Grossa. A operação, realizada pelo Setor de Homicídios da 13ª Subdivisão Policial (SDP), com apoio da Polícia Militar, também cumpriu cinco mandados de busca e apreensão.
O principal avanço da investigação esclarece um dos pontos mais importantes do caso: Hugo Moll não era o alvo dos criminosos. A apuração concluiu que a execução era direcionada a um terceiro homem, apontado pela polícia como envolvido com o tráfico de drogas, que havia deixado a barbearia apenas dez segundos antes da chegada do empresário.
O atentado ocorreu na tarde de 19 de junho de 2026, em uma barbearia localizada na Avenida Pedro Wosgrau, no bairro Cará-Cará. De acordo com a investigação, um homem usando capacete vermelho, jaqueta azul e calça escura entrou no estabelecimento armado com uma pistola calibre 9 milímetros e efetuou diversos disparos.
Hugo Gabriel Moll foi atingido na cabeça enquanto aguardava atendimento na cadeira do barbeiro e morreu ainda no local. O proprietário do estabelecimento, João Victor Pereira, de 22 anos, também foi baleado. Ele sofreu lesões graves em órgãos como pulmão, intestino e diafragma, permaneceu internado por cerca de um mês e recebeu alta hospitalar na última semana, seguindo a recuperação em casa.
A identificação dos envolvidos foi resultado de um trabalho investigativo que reuniu imagens de câmeras de segurança, registros do sistema de monitoramento urbano Muralha Digital, perícias técnicas e o cruzamento de diferentes informações coletadas ao longo das diligências.
Em entrevista divulgada pela Polícia Civil, o delegado Luís Gustavo Timossi, responsável pela investigação, afirmou que as provas reunidas indicam que o empresário foi morto por engano.
“As apurações policiais demonstraram que as vítimas foram atingidas por engano. O verdadeiro alvo da ação criminosa era um terceiro indivíduo, envolvido com o tráfico de drogas, o qual deixou a barbearia apenas dez segundos antes da chegada de Hugo. O proprietário da barbearia, João Victor Pereira, acabou sendo atingido no tórax em uma aparente tentativa dos executores de eliminar testemunhas no local”, declarou.

Suspeitos identificados
Entre os presos está um homem de 34 anos, apontado pela investigação como o organizador da ação criminosa. Conforme a Polícia Civil, ele possui antecedentes por tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e lesão corporal.
Outro investigado, de 24 anos, é suspeito de ter fornecido apoio logístico ao grupo e disponibilizado a arma utilizada no atentado. O histórico criminal dele inclui registros por homicídio, tráfico de drogas e receptação.
Um terceiro homem, de 27 anos, teria sido responsável por monitorar o alvo e dirigir o veículo utilizado na fuga. Ele também possui antecedentes relacionados ao tráfico de drogas.
Os outros dois investigados, de 25 e 19 anos, também tiveram mandados de prisão cumpridos. Entretanto, a Polícia Civil informou que, neste momento, não divulgará qual teria sido a participação específica de cada um, já que novas diligências ainda estão em andamento.
Apesar das prisões, a investigação continua. O objetivo agora é consolidar todas as provas, esclarecer integralmente a dinâmica do atentado e definir a responsabilidade individual de cada suspeito antes da conclusão do inquérito, que será encaminhado ao Poder Judiciário.