Caminhoneiros iniciam paralisação para pressionar votação da “MP do Frete”
Movimento cobra análise de proposta que prevê punições para empresas que descumprirem o piso mínimo do frete
Da Redação*
São Paulo – Mobilização de caminhoneiros começou nesta segunda-feira (13) em São Paulo com foco nos acessos aos portos de distribuição. O movimento foi convocado pela Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e tem como principal reivindicação a votação, pelo Senado Federal, da medida provisória que trata do cumprimento do piso mínimo do frete.
A paralisação foi anunciada pelo presidente da entidade, Wallace Landim, conhecido entre os profissionais do transporte como “Chorão”. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que a categoria aguarda há cerca de duas semanas a inclusão da proposta na pauta do Senado, sem que, até o momento, tenha recebido uma definição.
Durante o pronunciamento, Landim orientou os caminhoneiros a evitarem viagens a partir da madrugada desta segunda-feira e acompanharem a tramitação da matéria até terça-feira (14), período considerado decisivo para a análise do texto.
Apesar da convocação, a Polícia Militar de São Paulo informou que, até a manhã desta segunda-feira, não havia reflexos no trânsito. Em Santos, principal cidade portuária do país, a corporação acompanhava uma manifestação considerada pacífica na Rua Augusta Scaraboto. Cerca de 70 pessoas participavam do ato, mas o fluxo de veículos permanecia normal.
O que prevê a proposta
Conhecida como “MP do Frete”, a medida provisória foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho e aguarda votação no Senado. O texto estabelece penalidades para empresas que deixarem de cumprir o pagamento do piso mínimo do frete rodoviário.
Entre as sanções previstas estão a aplicação de multas e a possibilidade de suspensão da atividade de transporte para quem descumprir as regras. Como toda medida provisória, a proposta possui prazo para ser apreciada pelo Congresso Nacional. Caso não seja votada até quinta-feira (16), perderá a validade.
Reflexos são acompanhados
Embora o movimento tenha sido anunciado em âmbito nacional, até o momento não havia registro de bloqueios em rodovias ou interrupção do tráfego em São Paulo. No Paraná, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, não há registro de bloqueios. A expectativa é de que a adesão da categoria e os possíveis impactos logísticos sejam monitorados ao longo dos próximos dias, especialmente nas regiões portuárias.
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*Com informações da CNN BRasil