Operação Rondon leva oficinas sobre cigarros eletrônicos, saúde e qualificação profissional a Tibagi
Programação gratuita acontece entre 11 e 21 de julho e reúne atividades voltadas à prevenção, geração de renda e desenvolvimento comunitário.
Da Redação*
Tibagi – O crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes será um dos principais temas da programação da Operação Rondon em Tibagi. Entre os dias 11 e 21 de julho, estudantes e professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e da Universidade Paranaense (Unipar) promoverão oficinas gratuitas voltadas à promoção da saúde, prevenção ao uso de drogas e qualificação da comunidade.
A escolha do tema acompanha uma realidade observada em pesquisas recentes. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que quase 30% dos estudantes brasileiros entre 13 e 17 anos já experimentaram cigarros eletrônicos. A Região Sul aparece entre as que concentram os maiores índices de experimentação.
Outro levantamento, realizado pelo Instituto Ipec, aponta o Paraná como o estado com o maior percentual de usuários adultos de dispositivos eletrônicos para fumar, cenário que reforça a necessidade de iniciativas voltadas à conscientização, especialmente entre o público jovem.

Em Tibagi, a programação foi estruturada para atender demandas apresentadas pelo próprio município. Além das oficinas sobre os riscos do uso de cigarros eletrônicos e outras drogas, também serão oferecidas atividades sobre saúde bucal, primeiros socorros, orientação para ingresso no programa Jovem Aprendiz, panificação e produção de geleias.
A proposta vai além da prevenção em saúde. As oficinas ligadas à produção de alimentos buscam estimular alternativas de geração de renda e o desenvolvimento de habilidades que possam ser aplicadas no cotidiano da comunidade.
Coordenador institucional da Operação Rondon pela UEL, o professor Paulo Liboni explica que a intenção é fazer com que o conhecimento compartilhado permaneça no município mesmo após o encerramento das atividades.
“São ações de extensão que transformam as pessoas para que elas possam replicar esse conhecimento mesmo depois do fim da operação. Embora aconteça em um período determinado, a ideia é que seus efeitos sejam prolongados e continuem sendo sentidos pela comunidade”, afirmou.
A professora Fernanda Pinto Ferreira, responsável pelas ações em Tibagi, destaca que a programação foi elaborada em conjunto com a realidade local, buscando fortalecer a autonomia dos moradores.
“Queremos desenvolver ações práticas que fortaleçam a autonomia das pessoas, promovam qualidade de vida e incentivem o protagonismo local. Mais do que levar conhecimento, buscamos construir uma troca de saberes, valorizando as experiências da comunidade”, disse.
Para a estudante de Enfermagem Giovana Moura, a expectativa é que a iniciativa gere aprendizado tanto para os participantes quanto para os universitários envolvidos.
“Espero levar informações e conhecimentos que impactem a vida das pessoas em Tibagi, e sei que aprenderei muito com elas também. Todas as oficinas foram construídas a partir das demandas apresentadas pelo município.”
Operação reúne universidades em cidades do Paraná
A Operação Rondon é desenvolvida por meio de uma parceria entre as universidades estaduais do Paraná, prefeituras e instituições de ensino convidadas. O objetivo é aproximar a universidade das comunidades por meio de ações de extensão, especialmente em municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Neste ano, além da UEL e da Unipar em Tibagi, participam da operação equipes da Unespar, UENP, Unicentro, Unioeste, UEPG e UEM. As atividades serão realizadas simultaneamente em 14 municípios paranaenses: Ivaí, Ipiranga, Fernandes Pinheiro, Rio Azul, Porto Amazonas, São João do Triunfo, Ventania, Tibagi, Jaguariaíva, Piraí do Sul, Ortigueira, Tunas do Paraná, Rio Branco do Sul e Adrianópolis, entre os dias 10 e 22 de julho.
*Com Assessoria