Castro recebe estreias das equipes masculina e feminina no Campeonato Paranaense de Voleibol

Jogos do Castro Vôlei e do Caramuru marcam início da temporada estadual e simbolizam retomada do voleibol adulto no município

Emerson Teixeira

Castro – O voleibol volta a ocupar espaço de destaque na agenda esportiva de Castro neste fim de semana. O município será sede das primeiras partidas das equipes feminina e masculina nos Campeonatos Paranaenses Adultos de Voleibol, com jogos programados no Ginásio Douglas Pereira.

A abertura da programação acontece na sexta-feira (12), às 19 horas, quando o Castro Vôlei enfrenta Foz do Iguaçu pela primeira rodada da Divisão A do Estadual Feminino. Já no sábado (13), às 16 horas, será a vez do Caramuru Vôlei estrear na Divisão B do Campeonato Paranaense Masculino diante da equipe de Arapongas.

Mais do que o início de uma competição, os confrontos representam um novo capítulo para o voleibol castrense. O retorno do Caramuru às disputas estaduais recoloca em evidência um projeto que levou o nome de Castro ao cenário nacional ao longo da última década.

Responsável pelo comando técnico das duas equipes, Fábio Sampaio avalia que a retomada do voleibol masculino exige paciência e construção gradual. Segundo ele, o projeto ainda está nos primeiros passos, mas já desperta o interesse da comunidade.

“Estamos reconstruindo algo que fez parte da identidade esportiva de Castro. É um processo que exige tempo, dedicação e resiliência. Temos pouco mais de um mês de trabalho com a equipe masculina, mas existe uma expectativa positiva para essa estreia e para o crescimento ao longo da competição”, afirmou.

Retorno às origens

A história do Caramuru Vôlei está ligada ao desenvolvimento do voleibol em Castro desde o início dos anos 2000. O projeto começou em 2004, ainda sob o nome de Vôlei Castro, e ganhou projeção nacional após uma trajetória de crescimento que culminou com o título da Superliga B em 2016 e o acesso à principal competição do país.

Na avaliação de Sampaio, a presença de equipes de elite no município marcou uma geração de torcedores e ajudou a consolidar o voleibol como uma das modalidades esportivas mais identificadas com a cidade.

Após o acesso à Superliga, no entanto, questões estruturais levaram à transferência das atividades para Ponta Grossa em 2017. De acordo com o treinador, as exigências para sediar partidas da elite nacional superavam a capacidade existente naquele momento em Castro. Problemas financeiros enfrentados nos anos seguintes também dificultaram a continuidade do projeto.

Tentativas de retorno ocorreram durante o período da pandemia, mas as restrições impostas à presença de público e as incertezas econômicas acabaram inviabilizando a retomada.

Estrutura atual

Atualmente, o voleibol feminino e masculino são desenvolvidos por associações distintas, que atuam de forma integrada na promoção da modalidade.

A Associação Castro Vôlei é responsável pelas categorias de base femininas e pela equipe adulta que disputa a Divisão A do Estadual. O trabalho envolve equipes sub-13, sub-15 e sub-16, além da formação de grupos nas categorias sub-9 e sub-11.

A entidade também coordena um projeto social voltado ao contraturno escolar, com previsão de atendimento a centenas de crianças em diferentes regiões da cidade.

Já o Caramuru Vôlei concentra suas atividades na equipe masculina adulta e tem como objetivo recuperar gradualmente o espaço conquistado ao longo de sua trajetória esportiva.

Segundo Sampaio, a prioridade nesta nova fase é consolidar a credibilidade do projeto junto aos torcedores, patrocinadores e atletas. “A ideia é construir algo sustentável, que tenha continuidade e possa crescer com segurança ao longo dos próximos anos”, destacou.

Desafio dentro e fora das quadras

Além de liderar as duas equipes adultas, Sampaio também enfrenta o desafio de dividir sua rotina entre os treinamentos masculino e feminino. O treinador possui certificação de nível IV da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), uma das exigências para atuação em competições estaduais.

Ele afirma que o trabalho simultâneo exige adaptação constante, mas considera a experiência enriquecedora. “São dinâmicas diferentes, mas extremamente desafiadoras. Acabo aprendendo muito nesse processo”, comentou.

Entrada solidária

Os dois jogos terão caráter beneficente. Para acessar o ginásio, será necessária a doação de um litro de leite por pessoa.

Também serão arrecadados agasalhos e cobertores destinados à Campanha do Agasalho, que atende famílias em situação de vulnerabilidade durante o inverno. As doações poderão ser entregues diretamente na entrada do Ginásio Douglas Pereira antes das partidas.

 

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