Justiça declara greve ilegal em Ponta Grossa e fixa multa diária de R$ 20 mil
Apesar da liminar, servidores se mobilizam nesta segunda-feira (04)
Da Redação
Ponta Grossa – A paralisação dos servidores municipais de Ponta Grossa começou sob impasse jurídico nesta segunda-feira (04). Uma decisão liminar proferida pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) na tarde de domingo (03) atendeu parcialmente a um pedido do Município, declarando a ilegalidade do movimento grevista e determinando que o sindicato se abstenha de interromper os serviços.
A determinação judicial estabelece uma multa diária de R$ 20 mil em caso de descumprimento por parte do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindiserv). Além da sanção financeira, a decisão proíbe qualquer ato que dificulte o acesso da população ou de funcionários que não aderiram à greve às unidades de prestação de serviços públicos. O texto jurídico também abre brecha para o desconto dos dias parados no salário dos manifestantes.
Mesmo com o revés judicial, as primeiras horas da manhã foram marcadas por aglomerações em frente ao Paço Municipal. Servidores se reuniram para protestar e cobrar o que classificam como respeito aos direitos da categoria.
Em posicionamento oficial nas redes sociais, o Sindiserv afirmou que manterá a postura de enfrentamento. “A greve continua! Não recuaremos até que nossos direitos sejam respeitados. A união da categoria é a nossa maior força”, publicou a entidade no Instagram, convocando os trabalhadores a demonstrarem indignação contra a atual gestão.
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