Suspeito de simular artefato explosivo em colégio é identificado em Ponta Grossa
Objeto mobilizou equipes especializadas, e investigação aponta tentativa de extorsão contra proprietária da escola
Hurlan Jesus
Ponta Grossa – A Polícia Militar do Paraná identificou, na tarde desta quarta-feira (29), o suspeito de ter deixado um objeto semelhante a um artefato explosivo em frente a um colégio particular em Ponta Grossa. A ocorrência mobilizou equipes de segurança ao longo do dia e gerou apreensão entre alunos, professores e funcionários da instituição.
O caso teve início ainda pela manhã, após um funcionário encontrar um pacote suspeito com um aviso para que não fosse manuseado e que a polícia fosse acionada. Equipes da PM foram imediatamente deslocadas ao local, onde adotaram os protocolos de segurança, incluindo o isolamento da área e a retirada de um aluno que ainda estava no prédio.
O Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), por meio do Esquadrão Antibombas, foi acionado para realizar a verificação técnica do objeto. O material foi analisado inicialmente com o uso de drone e, posteriormente, submetido a duas detonações controladas.
Após os procedimentos, foi constatado que se tratava de um simulacro de artefato explosivo. O dispositivo era composto por celular, bateria, fios, pregos e um invólucro com areia, que simulava o peso de uma carga real.
Segundo o Capitão Adriano, da Polícia Militar, o objeto foi montado e posicionado de forma estratégica para causar impacto e simular uma ameaça real. “Ele depositou o objeto com cuidado, não jogou. Inclusive deixou um recado visível orientando para não mexer e acionar a polícia”, explicou.
Ainda de acordo com o oficial, as equipes iniciaram diligências ainda durante a ocorrência, com apoio de sistemas de monitoramento e do setor de inteligência da corporação. As imagens permitiram identificar um veículo utilizado pelo suspeito.
Durante a investigação, foi constatado que o carro circulava com placas furtadas, o que inicialmente dificultou a identificação. “Identificamos que a placa usada era furtada. A partir disso, iniciamos um trabalho de inteligência com apoio de câmeras até chegar ao suspeito”, afirmou o capitão.
O homem foi localizado horas depois, na região da Vila Marina, e confessou o crime. Segundo a Polícia Militar, ele alegou estar enfrentando problemas financeiros e teria planejado a ação como forma de extorquir a proprietária do colégio. “Ele relatou que estava passando por dificuldades financeiras e utilizou essa ação para tentar obter dinheiro da vítima”, disse.
As investigações também apontaram que o suspeito deixou uma carta na residência da proprietária da escola, contendo ameaças e exigindo pagamento em dinheiro.
De acordo com a PM, o autor possui ligação com pessoas próximas à família da vítima, o que teria facilitado o acesso a informações pessoais, como endereço e rotina.
Após a abordagem, o suspeito foi encaminhado à delegacia da Polícia Civil, onde deve responder por crimes como extorsão, uso de placa furtada e pela simulação de artefato explosivo. O caso segue em investigação.
A Polícia Militar reforça a orientação para que qualquer situação suspeita seja comunicada imediatamente às autoridades, garantindo resposta rápida e segura.
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