Homem é indiciado por estelionato após aplicar golpes e causar prejuízo de R$ 72 mil a idoso
Investigação da Polícia Civil aponta que suspeito usava falsa amizade para acessar celular da vítima e contratar empréstimos fraudulentos
A Polícia Civil do Paraná concluiu as investigações e indiciou um homem de 26 anos por estelionato em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O suspeito é acusado de aplicar diversos golpes contra um idoso de 59 anos, causando um prejuízo estimado em R$ 72 mil.
De acordo com a apuração da 13ª Subdivisão Policial, o investigado se aproveitou de um vínculo de confiança com a vítima para cometer os crimes. Ele realizava pequenos serviços na casa do pai do idoso e, com o tempo, estreitou a relação, chegando a convidá-lo para momentos de lazer, como pescarias.
Segundo o delegado da Polícia Civil, Gabriel Munhoz, foi justamente nesses momentos que o suspeito colocava o plano em prática. Aproveitando-se da pouca familiaridade da vítima com tecnologia, ele utilizava o celular do idoso sob pretextos simples, como tirar fotos, para acessar aplicativos e realizar operações bancárias sem autorização.

As investigações apontam que o homem abriu contas digitais em nome da vítima e contratou diversos empréstimos, incluindo um no valor de R$ 25 mil, parcelado em 96 vezes. Os valores eram rapidamente transferidos para contas ligadas ao próprio suspeito.

O crime só veio à tona quando o idoso percebeu descontos frequentes em sua aposentadoria. Ao ser confrontado pela família da vítima, o investigado inicialmente negou os fatos, mas depois afirmou que tentaria devolver os valores, o que não ocorreu.
Durante o interrogatório, o suspeito apresentou uma versão considerada inconsistente pelas autoridades, alegando que a vítima teria autorizado os empréstimos para custear uma reforma. A justificativa foi descartada com base em provas técnicas e extratos bancários, que indicaram o desvio dos valores para benefício próprio.
De acordo com o delegado, o homem foi formalmente indiciado por estelionato, e o inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para as providências legais cabíveis.
O caso segue agora para análise judicial, que poderá determinar eventuais medidas contra o investigado.
Assista a declaração do delegado da Polícia Civil, Gabriel Munhoz:
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