Homem é investigado por simular roubo de iPhone para receber seguro
Investigação apontou que crime não ocorreu e que boletim foi registrado para obter indenização superior a R$ 6 mil.
Da Redação
Rebouças – A Polícia Civil do Paraná (PCPR), por meio da Delegacia de Rebouças, concluiu a investigação de um suposto roubo registrado no início de março de 2026 e constatou que o crime foi simulado por um homem de 33 anos com o objetivo de receber o valor do seguro de um celular. O caso teria ocorrido no dia 1º de março, por volta das 20h, na Rua Presidente Vargas, mas foi desmentido pelas apurações policiais.
De acordo com o boletim registrado pelo próprio investigado, ele teria sido abordado por um indivíduo em uma bicicleta preta, que teria subtraído seu aparelho celular, um iPhone 15. No entanto, durante as diligências, a Polícia Civil verificou inconsistências na versão apresentada.
A investigação incluiu análise de câmeras de segurança e cruzamento de dados de radares rodoviários, que demonstraram que o veículo do homem não esteve em Rebouças no horário informado. Além disso, imagens da via onde o crime teria ocorrido não registraram qualquer movimentação suspeita ou presença da suposta vítima.
No decorrer das apurações, os policiais também identificaram que o investigado já havia obtido a aprovação de uma indenização junto à seguradora, no valor de R$ 6.606,96. Após a liberação do pagamento, ele chegou a entrar em contato com a delegacia solicitando o encerramento do boletim de ocorrência, alegando que não havia mais interesse na continuidade do caso.
“Os indícios apontam que o fato noticiado não ocorreu. Concluímos que o Boletim de Ocorrência foi elaborado com a única intenção de receber o seguro, acreditando que a Polícia Civil não atuaria para solucionar o caso”, afirmou o delegado Itamar Casabranca.
A Polícia Civil reforçou que não tolera o uso da estrutura pública para a prática de fraudes. Segundo a corporação, simular crimes compromete o trabalho investigativo e desvia recursos que poderiam ser destinados a ocorrências reais.
O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário. O homem poderá responder pelos crimes de falsa comunicação de crime e estelionato. As investigações foram finalizadas, mas o caso segue para análise judicial.
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