VÍDEO – Homem é indiciado por importunação sexual após flagrar moradores pela janela no Centro

Suspeito de 62 anos teria praticado atos obscenos durante madrugadas; Justiça negou prisão e determinou medidas cautelares.

Da Redação

Ponta Grossa – A Polícia Civil do Paraná concluiu as investigações sobre um caso de importunação sexual registrado na região central de Ponta Grossa, nos Campos Gerais. O principal investigado é um homem de 62 anos, que foi formalmente indiciado após ser identificado como responsável por rondar residências durante a madrugada e observar moradores em situações íntimas, praticando atos obscenos em via pública.

De acordo com o inquérito conduzido pelo 2º Distrito Policial, o suspeito utilizava um veículo para circular pelas ruas do centro da cidade, aproveitando-se da arquitetura de casas antigas, cujas janelas ficam próximas à calçada. Ele se aproximava das residências e espiava o interior dos imóveis, enquanto realizava atos de masturbação.

A investigação ganhou força após moradores reunirem provas do comportamento do investigado. Em um dos casos, a filha de um dos noticiantes, uma adolescente de 16 anos, conseguiu registrar em vídeo a ação do suspeito. Em outro relato, um vizinho afirmou ter flagrado o homem observando o quarto de um casal por uma fresta na cortina, logo após ambos saírem do banho.

Diante da repetição das condutas, o delegado responsável pelo caso solicitou a prisão preventiva do investigado, com parecer favorável do Ministério Público, alegando a necessidade de garantir a ordem pública. No entanto, o pedido foi indeferido pelo Poder Judiciário, que considerou que o homem é réu primário e que os atos, embora graves, não envolveram violência ou grave ameaça.

Como alternativa, a Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares. O investigado passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica, deve cumprir recolhimento domiciliar no período noturno e está proibido de se aproximar ou manter contato com as vítimas e suas residências.

Posteriormente, o homem compareceu à delegacia acompanhado de advogado, onde foi interrogado. Ele optou por exercer o direito constitucional ao silêncio e foi formalmente indiciado pelo crime de importunação sexual, cuja pena pode chegar a cinco anos de reclusão.

O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Ministério Público, que agora deve analisar o caso e decidir sobre o oferecimento de denúncia à Justiça. As vítimas estão sendo acompanhadas, e novas diligências podem ser realizadas caso surjam outros relatos semelhantes.

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