Castro registra trégua nas mortes violentas e presença da Polícia Científica diminui nas últimas semanas
Após sequência de ocorrências graves no fim de 2025 e início de 2026, município apresenta queda nos registros de homicídios e acidentes fatais
Da Redação
Castro – Após um período marcado por ocorrências graves entre o fim do ano passado e o início deste ano, o município de Castro vive semanas de relativa tranquilidade no que diz respeito a mortes violentas, acidentes e demais causas externas. Dados levantados a partir de consultas ao obituário municipal e ao site da Polícia Científica do Paraná apontam para uma redução significativa nas ocorrências que exigem a atuação de equipes periciais na cidade.
Entre novembro e o fim de dezembro do ano passado, além dos primeiros dias de janeiro, Castro enfrentou uma sequência de casos que mobilizaram forças de segurança e comoveram a comunidade. Foram registrados homicídios, três acidentes de trabalho que resultaram em três mortes e, de forma trágica, o falecimento de uma criança em um acidente envolvendo um trator.
Também nesse período, um morador de Castro perdeu a vida em Curitiba, vítima de um acidente na Linha Verde. As ocorrências demandaram frequente deslocamento de equipes da Polícia Científica de Ponta Grossa ao município. Entre dezembro e janeiro, os registros de óbitos envolveram crianças, jovens e adultos, acentuando a sensação de insegurança e preocupação entre os moradores. No entanto, ao longo de fevereiro, o cenário mudou.
O número de mortes por causas violentas e acidentais caiu consideravelmente, refletindo em menor presença da Polícia Científica na cidade, especialmente pela ausência de mortes em vias públicas, nos hospitais locais e de castrenses em outros municípios.
Infelizmente, fevereiro ainda contabilizou um caso de suicídio no município. Em outra ocasião, equipes da Científica estiveram em Castro para liberar o corpo de uma jovem, após a constatação de morte por causas naturais. Outro caso foi de uma ex-moradora do interior do município que foi morta asfixiada em Carambeí, sendo seu corpo foi sepultado no Cemitério do Socavão, região oriunda de sua família.
Apesar da redução nas ocorrências violentas, as mortes naturais continuam sendo as mais frequentes no município, com registros quase diários de sepultamentos nos cemitérios locais — um reflexo, sobretudo, do envelhecimento populacional e de doenças crônicas.
A trégua nas mortes violentas e acidentes traz alívio à comunidade castrense, que espera a manutenção desse cenário mais tranquilo nos próximos meses.