Comunidade de Castro se une para reconstruir paróquia destruída por granizo
Bispo diocesano acompanha de perto os fiéis, reforça apoio e anuncia rifa de Fusca para ajudar nos custos que ultrapassam R$ 1 milhão
Da Redação*
Castro – A Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro enfrenta dias de provação e unidade após ser duramente atingida por uma rara tempestade de granizo. O fenômeno climático destruiu parte do telhado e danificou o interior do templo, mas deixou intacto o sacrário com as Hóstias Consagradas — símbolo de esperança para os fiéis, que enxergaram no fato um sinal da proteção maternal de Nossa Senhora.
Enquanto a comunidade lida com os escombros, a vida pastoral segue. Sob o lema “Unidos pela Fé, Reconstruímos Juntos”, missas e novenas foram transferidas para o salão paroquial, mantendo todos os horários. Engenheiros e uma arquiteta já iniciaram a avaliação técnica da estrutura, atestando que a obra original foi executada corretamente e que os danos se devem à excepcionalidade da tempestade. O orçamento preliminar ultrapassa R$ 1 milhão.
Em meio à destruição, a presença do bispo diocesano trouxe conforto e ânimo. Dom Bruno Elizeu Versari esteve com a comunidade, presidiu a Santa Missa e lembrou aos fiéis que “mesmo diante das dores e perdas, o Senhor nunca abandona o seu povo”. Após a celebração, reuniu-se com lideranças paroquiais e das capelas para definir os primeiros passos da reconstrução.
O bispo destacou que a prioridade neste momento é a segurança, e não a estética, e sugeriu que o novo telhado seja erguido em estilo colonial. Três ações de arrecadação foram propostas: coleta, bingo e leilão virtual. Durante a reunião, Dom Bruno anunciou, ao lado do padre Jaime Rossa, que a Diocese de Ponta Grossa comprará um Fusca no valor de R$ 25 mil para ser rifado em prol da paróquia, decisão celebrada com alegria e aplausos pelos presentes.
Enquanto os trabalhos de limpeza e reorganização avançam, a paróquia reforça o pedido de apoio. Doações podem ser feitas via PIX pela chave [email protected], em conta administrada pela própria comunidade. A mobilização une a necessidade técnica à fé, em um esforço coletivo para escrever um novo capítulo na história da igreja.
*Com Assessoria e Rentato de Oliveira